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Suspensa

Sente se suspensa por quem não vê, não fala e não ouve.
Sufoca-lhe a respiração a vontade de o ter.
Chora por onde o quer sentir e fá-lo vir.
Toca com os dedos na sua fonte de prazer, local que sucumbe aos desejos do homem.
Desejo carnal do sentimento mais puro, percorre as mãos pelo seu peito.
Junta-se agora quem a quer devorar e com as suas mãos corre-lhe o rosto.
Desce por este em direcção ao seu pescoço, como uma corda que a prende a este desejo fatal.
Contrabalanço de desejo e prazer carnal envolto em mistério
Diabo do céu !
De mãos atadas nada pode fazer, decide agora deixa-lo comer nesse banquete de prazer.
Aproveitando assim este corpo inocente, desprovido de quem a possa ajudar, penetra-lhe fundo com um desejo surreal .
Segura-lhe pelas pernas encostando-as aos seus ombros, suspende-a assim com sede.
Bebe-lhe o suco divino, o néctar dos deuses que este próprio provocou.
Desprovido de qualquer compaixão, ensopa-lhe com a língua e ouve os seus gemidos de prazer.
Faz descer a sua cintura pelo seu queixo, pescoço, peito, as suas barrigas tocam-se e ela enlaça-lhe de novo as pernas em torno do seu corpo.
Unem-se numa dança de dois corpos suspensos no nada.
Vem, vem a mim Diabo do céu!
Quer gritar pelo seu nome mas não o conhece, tenta por segundos inventar em sua cabeça algo que o defina, mas, o instinto e a tesão gritam mais alto que o pensamento.
Presa por uma corda ...
Se salta para os braços dele morre, se não se render ao desejo morre asfixiada no seu próprio veneno.
Escolha cruel suspensa .
Escolher a sua própria morte!